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Cérebro reanimado é um passo a mais para a imortalidade

Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, através de pesquisas realizadas com suínos, desafiaram o entendimento do que seria a morte.

Ciência
1 mês atrás
Cérebro reanimado é um passo a mais para a imortalidade

Há alguns anos. um cientista chamado Nenad Sestan. teve a ideia de uma experiência considerada muito insana. onde não teve apoio de absolutamente ninguem : esposa. filhos. nem mesmo o chefe do departamento de neurociência e o reitor da faculdade de medicina de Yale, acreditaram na pesquisa.

O experimento

O experimento baseava se cérebros de mamíferos. Estudou os neurônios em forma de árvore que são responsáveis pela fala. pensamento e motricidade. ou seja. tudo que somos.

O pesquisador encomendava fatias de cérebro animal e humano a bancos externos. que muitas vezes chegavam a entregar o material de 3 a 4 horas após a morte do doador. Algumas vezes. essas fatias chegavam um dia após a morte doador.

O resultado foi que conseguiam manter ativas células cerebrais de tecido morto. ainda que essa morte tinha ocorrido. Em circunstância ideal. essas células podiam ser cultivaras por semanas.

Sestan não foi o único cientista a observar esse fenômeno porém. foi único que seguiu em frente aceitando essa descoberta. Afinal, se células de fatias cerebrais poderiam ser reativadas. por que não na totalidade de cérebros após morte ?

Uma das coisas estudadas pelo cientista foi o conector que significa um mapa das conexões cerebrais, pois estudar os bilhões de neurônios e as centenas de trilhões de sinapses, faz parte da compreensão de doenças importantes como esquizofrenia e autismo.

Porém. esse rastreamento apresenta grande dificuldade nos grandes mamíferos. Mas mesmo assim, Sestan não desistiu e pensou “vou tentar fazer isso de forma celular. mas fatias cerebrais“.

Aumentando as pesquisas

Em 2012 conseguiu convencer dois outros membros de seu laboratório. Desenvolveram um fluido que conseguia conservar as células cerebrais em fatias de ratos. porcos e humanos num máximo de 6 dias. Porém. havia um problema : isso só ocorria sob refrigeração. Sem a baixa temperatura. as células de desintegravam.

Mas. a teimosia do cientista era grande. Aparentemente o problema era a falta do oxigênio.

Um dia. ao conversar outros assuntos com um amigo responsável pelo necrotério da universidade. observou um cérebro inteiro sendo preservado por irrigação. Foi ao que teve um insight e entendeu que. utilizando as próprias vias de distribuição sanguínea. teria mais sucesso para a manutenção dos tecidos.

Resultados da pesquisa

Mesmo com muitos experimentos exitosos. Sestan entendeu que esses esforços científicos eram para o controle de patologias importantes, reparar grandes perdas e não pensar no processo como uma forma de fazer mortos viverem. Essa não era a intenção.

Todas essas e outros muitos experimentos vão sempre ficar ligados ao grande questionamento sobre o que realmente seria considerado morte.

*Com informações do New York Times.

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