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Cães estão sendo usados para farejar a malária

A malária humana é uma doença parasitária que pode ter evolução rápida e ser grave. Mas uns dos maiores problemas, é identificar as pessoas infectadas para começar no início com um tratamento. A malária é a doença que mais mata em todo o mundo.

Ciência
1 semana atrás
Cães estão sendo usados para farejar a malária

Entretanto a solução imediata e bem eficaz, é usar os cachorros para reconhecer uma pessoa infectada, assim como acontece quando o cão fareja drogas.

O conceito

Apesar do avanço significativos nos últimos 20 anos, contra a doença, metade da população mundial ainda é ameaçada pela malária, e encontras as pessoas infectadas é como procurar uma agulha no palheiro. Muitos cientistas passaram anos com estudos para resolver esse problema, porém a resposta é tão mais simples do que pensaram.

A dificuldade de identificar quem está contaminado se dá pelo fato de que, uma pessoa que tem algum nível de imunidade à doença, pode desenvolver uma infecção, se tornar contagiosas e ainda transmitir, mas sem desenvolver nenhum sintoma.

Através da história, houve muitos exemplos de doenças associadas a cheiros, como por exemplo, a febre tifóide aparentemente cheira a pão integral assado, tuberculose cheira a cerveja velha e febre amarela cheira a açougue, como carne crua. Agora, e se pudéssemos usar as substâncias químicas emitidas pelo nosso corpo quando doente para ser diagnosticado? Isso até é possível, porém seria necessário um bom sensor para que isso seja capaz. No entanto, os melhores sensores do mundo já existem, os “animais”, eles foram feitos para viverem em função do faro.

A relação de cheiros acontecem até mesmo com os próprio mosquitos que transmitem a doença. Entre tantos cheiros encontrados em um ambiente o mosquito precisa voar para encontrar a pessoa, por isso que pessoas que exalam um cheiro mais forte são frequentemente picadas, isso é controlado por nossos genes.

Ciclo de infecção da malária

Este é uma questão bastante complexo, mas é basicamente: um mosquito tem que picar alguém para se infectar. Depois de picar uma pessoa infectada, os parasitas vão da boca até o intestino, se rompem no intestino, criam cistos, se replicam e fazem uma jornada do intestino até as glândulas salivares, onde são injetados novamente em outra pessoa, justamente porque o mosquito injeta saliva enquanto pica.

Já dentro do humano, ele passa por um outro ciclo, uma outra parte do ciclo de vida. Passa por um estado hepático, muda a forma e sai para a corrente sanguínea novamente e, finalmente, essa pessoa se torna contagiosa.

Os parasitas são incrivelmente bons em manipular os hospedeiros para melhorar a própria transmissão e garantir que sejam transmitidos adiante. Tudo isso por causa do odor que manipulam e nos liga aos mosquitos, é o que chamado de hipótese de manipulação da malária.

Um estudo realizado por pesquisadores, determinou que uma pessoa infecção por malária se torna mais atrativa para os mosquitos, mas não eram só as pessoas que eram mais atrativas, o parasita manipulava o hospedeiro de alguma maneira tornando-o mais atrativo para mosquitos, destacando-se como um farol para atrair os mosquitos e eles poderem continuar o ciclo de vida.

O cão como detector

Os mosquitos conseguem detectar as pessoas para fazer sua refeição de sangue porque têm um olfato altamente sofisticado. Os cães também têm um olfato incrível, mas além disso, é que eles têm a capacidade de aprender a identificar algo e nos comunicar. É o mesmo conceito desenvolvidos nos aeroportos, quando os cães vão de pessoa em pessoa e farejam a bagagem ou as próprias pessoas procurando drogas e explosivos.

A instituição de caridade chamada Medical Detection Dogs treinou um animal para aprender o cheiro da malária. O experimento foi realizado com cão da raça Border Collie, onde foi usado meias de náilon para coletar o odor corporal de crianças infectadas e não infectadas e postas em quatro potes, entretanto três das meias foram usadas por crianças que não estavam infectadas e apenas uma delas por uma que estava. Assim como vemos num aeroporto, a cachorra foi cheirar cada pote, incrivelmente ela indicou exatamente o pote correto que contia o parasita.

Novamente foi realizado o teste só que desta vez os quatro potes apresentados para a cachorro, contia meias de crianças que não tinham malária. Em teoria, a cachorro tem que passar pelos potes e seguir e não parar em nenhum. É importante porque também é preciso identificar as pessoas não infectadas. Feito isso o teste foi concluído com sucesso, a cachorra não parou em nenhum pote, o que diz que ali não havia malária.

Fazendo isso, foi descoberto que os cães podem nos dizer corretamente quando alguém está infectado com malária em 81% das vezes, além de 92% das vezes nos dizem corretamente quando alguém não está infectado. Este índice está acima dos critérios da Organização Mundial da Saúde para um diagnóstico.

Por mais eficaz que foi o teste, o fato é que não podemos ter cães em todo lugar do mundo. Então, também estão sendo feito estudos para desenvolver a tecnologia para isso. A ideia é que fossem tecnologia usável, que capacitaria o indivíduo a se autodiagnosticar, como por exemplo um adesivo usado na pele, que detecta no suor quando alguém está infectado com malária e muda de cor. Ou algo um pouco mais técnico, talvez, um relógio inteligente que alerta quando alguém está infectado com malária. Isso então seria feito digitalmente e seria possível coletar dados em escala global.

Mas não apenas para malária, o mesmo poderia servir para outras doenças que possuem um cheiro, e assim aproveitando o poder da natureza para descobrir quais são esses cheiros, poderia tornar tudo isso realidade.

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